Voltar para a página principal

VERA NOVELLO

BIA GONDOMAR

ANA VELLOSO

MÔNICA VARELLA

CACAU GONDOMAR

 

 

SubirVERA NOVELLO

Me formei em Jornalismo pela PUC-Rio em 1984, mas sempre quis ser atriz. Então com o diploma de jornalista na mão, ao invés de correr para um jornal, não resisti ao apelo do teatro e comecei a procurar um curso de teatro com a urgência de quem estava atrasada. Fui primeiro ao Tablado, onde só fiz um breve curso, e depois fui para a CAL onde encontrei um ator-professor que foi fundamental na minha carreira – o Felipe Pinheiro, de quem ouvi muitas vezes a máxima “ator tem que se produzir”. Fiz um curso com o Amir Haddad por indicação do Felipe. Fiz aulas de corpo com a Graciela Figueroa, Michel Robim e Ana Andrade no Grupo Coringa. Decidi fazer o Curso Regular da CAL (Casa das Artes Laranjeiras) e também comecei a freqüentar assiduamente o Galpão das Artes no MAM onde fiz cursos com a Regina Miranda e a Marina Salomon. Enfim, ia procurando por aí a minha forma de ser atriz, mas sempre pensando em como me produzir.

No início dos anos 90 comecei minha carreira de produtora, sem nenhuma experiência de produção, mas com uma vontade enorme de que as coisas dessem certo. Felipe me convidou para produzir com ele e o Pedro Cardoso “A MACACA”, que estreou no Centro Cultural Banco do Brasil. E logo emendei com “Pianíssimo” do Tim Rescala (eles estavam sem produtor executivo) e “Detalhes Tão Pequenos de Nós Dois”, projeto com o Pedro Paulo Rangel e texto do Felipe. No “Detalhes” eu era na verdade uma Assistente do Produtor Oscar José. Para quem conhece o Oscar isto basta. Considero estas três peças minha escola de produção.

Mas aí, senti saudades da teoria, da vida acadêmica (sempre fui uma aluna “caxias”) e então resolvi fazer o Mestrado em Teatro da UNIRIO que concluí em 1997. Logo que terminei o Mestrado, dei sorte e fui convidada a voltar à PUC-Rio para lecionar “Comunicação e Teatro” no Departamento de Comunicação Social. Estou lá até hoje. Acho que os meus alunos percebem o quanto gosto de dar estas aulas. Na PUC-Rio também venho participando anualmente, desde 2001, de um programa de intercâmbio ministrando palestras sobre Teatro Brasileiro aos alunos da NY University que vêm ao Brasil para um curso de Cultura Brasileira.

Acho que comecei a querer escrever teatro a partir do humor que vi em cena em “A MACACA” (peça que fazia questão de assistir todos os dias, depois de fechar o borderô) e dos estudos sobre dramaturgia que fiz para minha tese. Eu e Ana escrevemos juntas “Você Não Passa de Uma Mulher” e vieram outros textos de humor e musicais em parceria. Lembro também com saudades da experiência de transformar (com a atriz Elvira Elena) “Uma Professora Muito Maluquinha” do Ziraldo em texto teatral para uma produção que foi dirigida pelo Marcelo Caridade. Eu também estava no elenco e nos ensaios percebia possibilidades para mudar, melhorar a dramaturgia.

Hoje, minha história se confunde com a própria história da Lúdico. Meu encontro com a Ana Velloso ainda na CAL e depois com a Bia Gondomar foi maravilhoso. Somos amigas e sócias. Somos cúmplices no melhor sentido da palavra. Nossas diferenças combinam, se complementam. Elas são madrinhas de casamento e colegas de parquinho (temos filhos pequenos). Hoje tenho dificuldade em definir se sou mais produtora, professora, atriz ou autora. Acho que sou um pouco de cada uma porque o meu dia é igual ao de todo mundo, só tem 24 horas.

SubirBIA GONDOMAR

Formada em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, estagiei em escritórios da área nos primeiros períodos da faculdade. Nesta época de estudante de arquitetura, acompanhava minha irmã, Ana Velloso, em ensaios e temporadas de teatro.

Minha primeira experiência foi no infantil Ta na Hora, Ta na Hora de Lúcia Coelho. Havia uma oficina de confecção de bonecos e adereços e eu, estudante de arquitetura, me interessei pelos cenários e figurinos. Surgia uma nova oportunidade.

Comecei a trabalhar, primeiro informalmente, depois eu, Ana e Vera, resolvemos abrir a Lúdico. Hoje não trabalho nem com cenário, nem com figurino, mas com produção, além de coordenar o departamento financeiro da empresa.

SubirANA VELLOSO

Chegava o momento do vestibular. Comunicação ou Direito? Escolhi errado o Direito... Me formei bacharel em 1992 pela UFRJ. Para minha sorte passei para o segundo semestre e pude, despretensiosamente, fazer um curso de teatro com o Fabio Pilar, na Casa de Cultura Laura Alvim, enquanto descansava da maratona de estudos em prol da vaga na Universidade Federal. Descobri enfim, e sem querer, minha vocação. Descobri não, confirmei... Quando criança (até uns 10 anos) andava com uma malinha identificada por uma sigla “CTI” (Cia de Teatro Infantil).

Depois do curso na “Laura”, fiz outros cursos livres: com Felipe Pinheiro, Amir Haddad, Carlos Wilson e Ricardo Kosovski (os dois últimos no Tablado). Fiz cursos livres de interpretação para vídeo com Roberto Jabour, Tizuca Yamazaki e Atílio Riccó, fiz cursos de dança contemporânea e de dança de salão com Jaime Arouxa e Carlinhos de Jesus. Fiz “Mergulho Teatral na CAL”, onde me formei no mesmo ano que me formei em Direito. Ainda cursando a CAL participei do elenco de “Amazônia” na extinta TV Manchete, comecei a trabalhar como atriz e cantora profissionalmente no infantil “A Princesa de Élida” (Molière) e no show “Ofuscante” do grupo Diz Isso Cantando.

Conheci a Vera na CAL, a Bia conheci em casa mesmo, somos irmãs (essa produção não é nossa), a nossa, da mesma época é com sucesso semelhante é “Dolores”, um marco na minha (nossa) carreira de produtora.

Voltando à CAL, onde hoje dou aulas de produção teatral no curso regular, pouco antes de me formar atriz, em 1991, convidei a Vera para integrar o elenco do infantil “Formigando” que eu estava produzindo com Sérgio Coelho. Eu já tinha iniciado modestamente a carreira de atriz e a Vera a de produtora. Trocamos de papel e a Bia entrou na produção porque eu me vi confusa diante de tantas tarefas a cumprir. A partir daí tudo começou de fato e meu currículo é bem parecido com o da Lúdico.

Tive a oportunidade de trabalhar com artistas incríveis com quem aprendi tudo o que sei. O primeiro deles foi Luiz de Lima mestre e amigo inesquecível. Ricardo Rente, De Bonis, Sérgio Brito, Cleide Yáconis, Naum Alves de Souza, Marcelo Mello, Aderbal Freire-Filho, Pedro Paulo Rangel, Hamilton Vaz Pereira, Moacyr Góes, outras referências de talento e profissionalismo.

Como atriz as “personagens reais” foram as que mais me sensibilizaram: Mariza Gata Mansa (Dolores), Nélida Piñon (A Força do Destino) e Clara Nunes (Clara Nunes – Brasil Mestiço) que escrevi com Gustavo Gasparani e Vera Novello. Meu próximo projeto como atriz e produtora é “A Invenção de Morel”, com direção do Aderbal, um privilégio... E depois quero escrever uma peça (com a Vera e a Bia) sobre a maternidade em homenagem a Clarinha, minha filha, e às minha sócias que também são mães da Letícia (Bia) do João e da Isabela (Vera).